<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Eco Saúde</title>
	<atom:link href="https://ecosaudedf.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ecosaudedf.com.br</link>
	<description>Tradição e qualidade em exames de imagem</description>
	<lastBuildDate>Thu, 21 Nov 2019 07:13:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.8</generator>

<image>
	<url>https://ecosaudedf.com.br/wp-content/uploads/2018/10/fav-ecosaude.png</url>
	<title>Eco Saúde</title>
	<link>https://ecosaudedf.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Teste da barriga: qual é a melhor maneira de se livrar da gordura abdominal?</title>
		<link>https://ecosaudedf.com.br/teste-da-barriga-qual-e-a-melhor-maneira-de-se-livrar-da-gordura-abdominal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webbase]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Nov 2019 20:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ecosaudedf.com.br/?p=2421</guid>

					<description><![CDATA[Com ajuda de especialistas, programa da BBC mostra que dicas da internet não funcionam como se espera – e revela jeito mais eficaz de atingir objetivo. Pança, pneuzinho, pochete, barriga de cerveja – os nomes variam, mas seu significado é o mesmo: gordura abdominal. Muita gente tenta se livrar dela por motivos estéticos, mas o problema não é exatamente esse. O acúmulo na região do abdômen de gordura mais superficial, conhecida como subcutânea, e a chamada visceral, que fica entre os órgãos, como fígado, pâncreas e intestinos, pode ser um risco à saúde. A gordura visceral é mais ativa metabolicamente do que a subcutânea, indicam pesquisas, e a que mais varia no corpo. Se você ganha peso, é esse tipo de gordura que se acumula primeiro. Se você perde, é a primeira a diminuir. Essa é uma boa notícia, porque, apesar da gordura visceral ser mais perigosa, é mais fácil se livrar dela do que da subcutânea. A questão é como fazer isso. Em sites de saúde e exercícios, há muitas indicações de como perder gordura abdominal. São truques simples que, em tese, ajudariam a derreter o acúmulo. Mas é possível confiar nestes métodos? A equipe do programa Trust Me I’m A Doctor (“Confie em Mim, Sou Médico”), da BBC, fez alguns testes para verificar o que é verdade e mito nessas dicas. O teste Foram recrutados 35 voluntários e dois especialistas em dieta e exercícios: Fredrik Karpe, professor de Medicina Metabólica da Universidade de Oxford, e Dylan Thompson, da Universidade de Bath, ambas no Reino Unido. Todos os participantes tinham um acúmulo de gordura na região abdominal e uma circunferência de cintura que os colocava em grupos de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Os dois especialistas criaram cada um dois métodos para serem testados com quatro grupos, de acordo com suas áreas de atuação. Antes do experimento, os voluntários tiveram sua saúde checada. Um dos testes mais importantes foi um DEXA scan, um tipo especial de raio-x que permite saber em detalhes a quantidade de gordura presente no corpo e como ela está distribuída. Acúmulo de gordura põe saúde em risco Foram verificados também a frequência de batimentos cardíacos, o índice de açúcar no sangue, o peso, a pressão arterial e, claro, as medidas da região da cintura. Thompson indicou para dois grupos dois tipos de exercícios diferentes, enquanto Karpe elaborou duas dietas para os outros dois grupos. Os integrantes de um dos grupos de Thompson usaram aparelhos para monitorar seu grau de atividade diário – foi dito a eles para comerem normalmente. Também receberam conselhos para fazer mudanças simples em seu dia a dia, para torná-lo mais ativo. O segundo grupo de Thompson seguiu um método clássico indicado por sites de saúde: abdominais. Cada voluntário realizou duas sessões de seis séries, intervalando um dia de exercícios com um de descanso, ao longo de seis semanas. Monitorado por Karpe, o terceiro grupo recebeu como missão seguir outra dica bastante popular na internet para reduzir a gordura abdominal: beber até um litro de leite por dia. Pesquisas já sugeriram que o aumento do consumo de laticínios amplia a eliminação de gordura pelo corpo, pois ela seria expelida com as fezes em vez de ser absorvida. Foi dito ao quarto grupo para não mudar o tipo de comida ingerida, mas simplesmente reduzir o tamanho das porções, usando os dedos e os punhos como medidores. O objetivo era que a dieta fosse a mais fácil de seguir possível – se uma pessoa precisa ter um plano alimentar completamente diferente da família, pode ser algo difícil de ser seguido, além de representar um custo extra. Uma nutricionista ajudou esse grupo ao longo do processo, fazendo sessões individuais com os voluntários e dando a eles estratégias para lidar com a sensação de fome, além de ficar disponível para consultas por telefone durante as seis semanas. Ao final do período, os participantes dos quatro grupos foram examinados novamente, com resultados reveladores. Cada especialista observou dois grupos O primeiro grupo, que comeu normalmente e fez mudanças para ser mais ativo, não perdeu gordura, mas seus índices de saúde melhoraram bastante, com queda na pressão arterial – o nível de açúcar no sangue de um participante foi reduzido de um patamar considerado diabético para um normal. O grupo que fez abdominais não perdeu peso nem ficou mais saudável, mas perdeu impressionantes 2 cm de cintura. Thompson explicou que isso foi consequência de um fortalecimento dos músculos do abdômen, que conseguiram sustentar melhor a gordura, como uma versão natural de uma roupa íntima modeladora. Isso também promove uma maior proteção contra dores na parte inferior da coluna e melhora a postura. Quem bebeu leite não teve qualquer alteração de peso ou saúde. No entanto, apesar de terem consumido 400 calorias a mais por dia, não engordaram. Responsável pelo grupo, Karpe acredita que, como estavam com os estômagos cheios de leite, eles comeram menos que o costume. “Dieta do leite” se provou ineficaz O vencedor do teste foi o grupo que fez dieta. Juntos, seus integrantes perderam 35 kg, cerca de 3,7 kg cada um ao longo das seis semanas. Suas cinturas foram reduzidas, em média, em 5 cm. Os exames ainda mostraram que eles tiveram a maior perda de gordura corporal, de 5% no corpo como um todo e impressionantes 14% da gordura visceral acumulada no abdômen. Ainda tiveram melhorias nos índices de saúde – mas também perderam um pouco de tônus muscular nas pernas, o que não é bom. Portanto, a conclusão é que, se você quiser se livrar da gordura abdominal de uma forma eficaz e saudável, o bom e velho conselho de combinar exercícios com dieta ainda é o melhor. E não se deixe levar por modismos. Como fazer abdominais Deite de costas, com os joelhos flexionados e os pés plantados no chão, separados pela mesma distância do comprimento dos quadris. Coloque suas mãos nas coxas, cruzadas sobre o peito ou atrás das orelhas. Lentamente, levante o torso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com ajuda de especialistas, programa da BBC mostra que dicas da internet não funcionam como se espera – e revela jeito mais eficaz de atingir objetivo.</p>
<p>Pança, pneuzinho, pochete, barriga de cerveja – os nomes variam, mas seu significado é o mesmo: gordura abdominal.<span id="more-10139"></span></p>
<p>Muita gente tenta se livrar dela por motivos estéticos, mas o problema não é exatamente esse.</p>
<p>O acúmulo na região do abdômen de gordura mais superficial, conhecida como subcutânea, e a chamada visceral, que fica entre os órgãos, como fígado, pâncreas e intestinos, pode ser um risco à saúde.</p>
<p>A gordura visceral é mais ativa metabolicamente do que a subcutânea, indicam pesquisas, e a que mais varia no corpo. Se você ganha peso, é esse tipo de gordura que se acumula primeiro. Se você perde, é a primeira a diminuir.</p>
<p>Essa é uma boa notícia, porque, apesar da gordura visceral ser mais perigosa, é mais fácil se livrar dela do que da subcutânea. A questão é como fazer isso.</p>
<p>Em sites de saúde e exercícios, há muitas indicações de como perder gordura abdominal. São truques simples que, em tese, ajudariam a derreter o acúmulo. Mas é possível confiar nestes métodos?</p>
<p>A equipe do programa Trust Me I’m A Doctor (“Confie em Mim, Sou Médico”), da BBC, fez alguns testes para verificar o que é verdade e mito nessas dicas.</p>
<p><strong>O teste</strong><br />
Foram recrutados 35 voluntários e dois especialistas em dieta e exercícios: Fredrik Karpe, professor de Medicina Metabólica da Universidade de Oxford, e Dylan Thompson, da Universidade de Bath, ambas no Reino Unido.</p>
<p>Todos os participantes tinham um acúmulo de gordura na região abdominal e uma circunferência de cintura que os colocava em grupos de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.</p>
<p>Os dois especialistas criaram cada um dois métodos para serem testados com quatro grupos, de acordo com suas áreas de atuação.</p>
<p>Antes do experimento, os voluntários tiveram sua saúde checada. Um dos testes mais importantes foi um DEXA scan, um tipo especial de raio-x que permite saber em detalhes a quantidade de gordura presente no corpo e como ela está distribuída.</p>
<p><strong>Acúmulo de gordura põe saúde em risco</strong></p>
<p>Foram verificados também a frequência de batimentos cardíacos, o índice de açúcar no sangue, o peso, a pressão arterial e, claro, as medidas da região da cintura.</p>
<p>Thompson indicou para dois grupos dois tipos de exercícios diferentes, enquanto Karpe elaborou duas dietas para os outros dois grupos.</p>
<p>Os integrantes de um dos grupos de Thompson usaram aparelhos para monitorar seu grau de atividade diário – foi dito a eles para comerem normalmente. Também receberam conselhos para fazer mudanças simples em seu dia a dia, para torná-lo mais ativo.</p>
<p>O segundo grupo de Thompson seguiu um método clássico indicado por sites de saúde: abdominais. Cada voluntário realizou duas sessões de seis séries, intervalando um dia de exercícios com um de descanso, ao longo de seis semanas.</p>
<p>Monitorado por Karpe, o terceiro grupo recebeu como missão seguir outra dica bastante popular na internet para reduzir a gordura abdominal: beber até um litro de leite por dia.</p>
<p>Pesquisas já sugeriram que o aumento do consumo de laticínios amplia a eliminação de gordura pelo corpo, pois ela seria expelida com as fezes em vez de ser absorvida.</p>
<p>Foi dito ao quarto grupo para não mudar o tipo de comida ingerida, mas simplesmente reduzir o tamanho das porções, usando os dedos e os punhos como medidores.</p>
<p>O objetivo era que a dieta fosse a mais fácil de seguir possível – se uma pessoa precisa ter um plano alimentar completamente diferente da família, pode ser algo difícil de ser seguido, além de representar um custo extra.</p>
<p>Uma nutricionista ajudou esse grupo ao longo do processo, fazendo sessões individuais com os voluntários e dando a eles estratégias para lidar com a sensação de fome, além de ficar disponível para consultas por telefone durante as seis semanas.</p>
<p>Ao final do período, os participantes dos quatro grupos foram examinados novamente, com resultados reveladores.</p>
<p><strong>Cada especialista observou dois grupos</strong></p>
<p>O primeiro grupo, que comeu normalmente e fez mudanças para ser mais ativo, não perdeu gordura, mas seus índices de saúde melhoraram bastante, com queda na pressão arterial – o nível de açúcar no sangue de um participante foi reduzido de um patamar considerado diabético para um normal.</p>
<p>O grupo que fez abdominais não perdeu peso nem ficou mais saudável, mas perdeu impressionantes 2 cm de cintura. Thompson explicou que isso foi consequência de um fortalecimento dos músculos do abdômen, que conseguiram sustentar melhor a gordura, como uma versão natural de uma roupa íntima modeladora.</p>
<p>Isso também promove uma maior proteção contra dores na parte inferior da coluna e melhora a postura.</p>
<p>Quem bebeu leite não teve qualquer alteração de peso ou saúde. No entanto, apesar de terem consumido 400 calorias a mais por dia, não engordaram.</p>
<p>Responsável pelo grupo, Karpe acredita que, como estavam com os estômagos cheios de leite, eles comeram menos que o costume.</p>
<p><strong>“Dieta do leite” se provou ineficaz</strong></p>
<p>O vencedor do teste foi o grupo que fez dieta. Juntos, seus integrantes perderam 35 kg, cerca de 3,7 kg cada um ao longo das seis semanas. Suas cinturas foram reduzidas, em média, em 5 cm.</p>
<p>Os exames ainda mostraram que eles tiveram a maior perda de gordura corporal, de 5% no corpo como um todo e impressionantes 14% da gordura visceral acumulada no abdômen.</p>
<p>Ainda tiveram melhorias nos índices de saúde – mas também perderam um pouco de tônus muscular nas pernas, o que não é bom.</p>
<p>Portanto, a conclusão é que, se você quiser se livrar da gordura abdominal de uma forma eficaz e saudável, o bom e velho conselho de combinar exercícios com dieta ainda é o melhor. E não se deixe levar por modismos.</p>
<p><strong>Como fazer abdominais</strong></p>
<p>Deite de costas, com os joelhos flexionados e os pés plantados no chão, separados pela mesma distância do comprimento dos quadris. Coloque suas mãos nas coxas, cruzadas sobre o peito ou atrás das orelhas.</p>
<p>Lentamente, levante o torso em direção dos joelhos até que os ombros estejam a cerca de 5 cm do chão. Mantenha a posição por alguns segundos e retorne lentamente à posição inicial.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nódulo na Tireoide: O que significa, sintomas e tipos</title>
		<link>https://ecosaudedf.com.br/nodulo-na-tireoide-o-que-significa-sintomas-e-tipos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webbase]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Nov 2019 20:25:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ecosaudedf.com.br/?p=2419</guid>

					<description><![CDATA[Um caroço no pescoço pode indicar um nódulo da tireoide, uma situação que normalmente é benigna e que não precisa de qualquer tratamento, embora tenha que ser sempre avaliada por um endocrinologista ou médico cirurgião de cabeça e pescoço, porque embora não seja muito comum, pode ser câncer. Os nódulos, normalmente, são benignos e surgem com o avanço da idade e, por isso, é raro o surgimento de câncer. No entanto, é recomendado consultar um endocrinologista para confirmar se o nódulo é benigno ou maligno através de exames como a ultrassonografia com biópsia e exames de sangue, solicitados pelo médico. SINTOMAS DE NÓDULO NA TIREOIDE A maioria dos nódulos na tireoide não provoca qualquer tipo de sintoma, sendo identificados através da presença de um ‘caroço’ no pescoço. No entanto, em alguns casos, os nódulos tireoidianos podem gerar sintomas como: Dor na garganta; Inchaço do pescoço; Dificuldade para respirar ou engolir; Perda de peso sem causa aparente; Tremores e nervosismo; Rouquidão ou perda da voz. Quando existe suspeita de presença de nódulo tireoidiano é recomendado consultar um clínico geral ou um endocrinologista para fazer exames. QUE EXAMES FAZER O médico pode encontrar o nódulo palpando a região do pescoço e então solicitar um exame de sangue que mede a quantidade de TSH, T3 e T4, anti-TPO, tireoglobulina e uma ultrassonografia com doppler e biópsia para verificar o tamanho, o número, a consistência, definir o tipo de nódulo e recolher uma amostra de tecido (biópsia) que deve ser avaliada num laboratório para saber se o nódulo é benigno ou maligno. Saiba os exames que avaliam a tireoide. SINAIS DE QUE O NÓDULO PODE SER CÂNCER Alguns sinais que podem indicar que o nódulo pode ser maligno e que se trata de um câncer são quando: Nódulo duro com crescimento rápido: Idade inferior a 20 ou superior a 60 anos; O nódulo tem bordas irregulares; Há alterações na voz como rouquidão ou paralisia das cordas vocais; Outros casos de câncer de tireoide na família; A pessoa já fez radioterapia na região da cabeça e pescoço. Há estudos que indicam que a maior quantidade de TSH indica que o nódulo pode ser maligno, no entanto muitas pessoas diagnosticadas com câncer de tireoide nunca apresentaram alterações nos exames de sangue, nem na biópsia, descobrindo apenas depois da análise feita depois de retirar o nódulo. Quando o indivíduo apresenta apenas 1 nódulo com até 1 cm de diâmetro, desde que não seja maligno, o médico poderá não indicar nenhum tipo de tratamento, indicando apenas a realização de uma ultrassonografia da tireoide e exames de sangue anuais. TIPOS DE NÓDULO DA TIREOIDE Ao identificar um nódulo na tireoide deve-se avaliar a sua classificação através da ultrassonografia com Doppler para determinar se este é benigno, maligno e que medidas terapêuticas adotar. A classificação pode ser feita: De acordo com Lagalla e cols De acordo com Chammas e cols Tipo I: Ausência de vascularização Padrão I: Ausência de vascularização Tipo II: Vascularização perinodular Padrão II: Apenas vascularização periférica Tipo III: Vascularização peri e intranodular Padrão III: Vascularização periférica maior ou igual à central — Padrão IV: Vascularização central maior que a periférica — Padrão V: Apenas vascularização central O endocrinologista também pode classificar o nódulo tireoidiano como sendo: Hipoecogênico: massa menos densa que o osso e que, por isso, o nódulo pode estar preenchida por líquido ou ar; Isoecogênico: massa sólida com mesma densidade que o osso e que, normalmente, tem forma circular; Hiperecogênico: massa com maior densidade que o osso, podendo indicar um nódulo tireoidiano com calcificação. Os nódulos com vascularização central tem maiores chances de serem tumores malignos. COMO TRATAR O NÓDULO DA TIREOIDE O tratamento apenas é utilizado quando a pessoa apresenta sintomas, quando existe risco de câncer na tireoide ou quando o nódulo tem mais de 1 cm. Os tratamentos mais utilizados incluem: Cirurgia: é utilizada especialmente para nódulos com mais de 3 cm e nos casos de nódulo maligno para retirar todas as células de câncer, mas também pode ser usado para tratar nódulos benignos quando provocam dificuldade para respirar ou engolir, por serem muito grandes. Saiba tudo sobre a cirurgia para retirado do nódulo da tireoide. Remédios com Levotiroxina, como Synthroid ou Levoid: evita a produção de TSH, o hormônio que provoca crescimento do tecido tireoidiano, sendo muito utilizado nos casos de nódulo benigno que está aumentando de tamanho. Após o tratamento com cirurgia, pode ser necessário fazer reposição hormonal assim como fazer consultas regulares, pelo menos 2 vezes por ano, no endocrinologista ou cirurgião de cabeça e pescoço. Veja como prevenir e tratar problemas da tireoide no vídeo a seguir: QUAIS SÃO AS CAUSAS DO NÓDULO NA TIREOIDE As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que as mulheres são as mais afetadas e que as que possuem outras pessoas na família com nódulo tireoidiano tem mais chances de desenvolver nódulos como este. COMO O NÓDULO NA TIREOIDE AFETA A GRAVIDEZ A mulher que tem um nódulo nesta glândula não tem mais dificuldade para engravidar que as outras. No entanto, a presença de um nódulo na tireoide durante a gravidez pode provocar alterações na produção de hormônios e, caso isso aconteça, a gestante deve tomar remédios que ajudam a regular o funcionamento da tireoide, prevenindo que o bebê nasça com atraso de desenvolvimento físico ou mental, por exemplo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um caroço no pescoço pode indicar um nódulo da tireoide, uma situação que normalmente é benigna e que não precisa de qualquer tratamento, embora tenha que ser sempre avaliada por um endocrinologista ou médico cirurgião de cabeça e pescoço, porque embora não seja muito comum, pode ser câncer.<span id="more-10135"></span></p>
<p>Os nódulos, normalmente, são benignos e surgem com o avanço da idade e, por isso, é raro o surgimento de câncer. No entanto, é recomendado consultar um endocrinologista para confirmar se o nódulo é benigno ou maligno através de exames como a ultrassonografia com biópsia e exames de sangue, solicitados pelo médico.</p>
<h4>SINTOMAS DE NÓDULO NA TIREOIDE</h4>
<p>A maioria dos nódulos na tireoide não provoca qualquer tipo de sintoma, sendo identificados através da presença de um ‘caroço’ no pescoço.</p>
<p>No entanto, em alguns casos, os nódulos tireoidianos podem gerar sintomas como:</p>
<ul>
<li>Dor na garganta;</li>
<li>Inchaço do pescoço;</li>
<li>Dificuldade para respirar ou engolir;</li>
<li>Perda de peso sem causa aparente;</li>
<li>Tremores e nervosismo;</li>
<li>Rouquidão ou perda da voz.</li>
</ul>
<p>Quando existe suspeita de presença de nódulo tireoidiano é recomendado consultar um clínico geral ou um endocrinologista para fazer exames.</p>
<h4>QUE EXAMES FAZER</h4>
<p>O médico pode encontrar o nódulo palpando a região do pescoço e então solicitar um exame de sangue que mede a quantidade de TSH, T3 e T4, anti-TPO, tireoglobulina e uma ultrassonografia com doppler e biópsia para verificar o tamanho, o número, a consistência, definir o tipo de nódulo e recolher uma amostra de tecido (biópsia) que deve ser avaliada num laboratório para saber se o nódulo é benigno ou maligno. Saiba os exames que avaliam a tireoide.</p>
<h4>SINAIS DE QUE O NÓDULO PODE SER CÂNCER</h4>
<p>Alguns sinais que podem indicar que o nódulo pode ser maligno e que se trata de um câncer são quando:</p>
<ul>
<li>Nódulo duro com crescimento rápido:</li>
<li>Idade inferior a 20 ou superior a 60 anos;</li>
<li>O nódulo tem bordas irregulares;</li>
<li>Há alterações na voz como rouquidão ou paralisia das cordas vocais;</li>
<li>Outros casos de câncer de tireoide na família;</li>
<li>A pessoa já fez radioterapia na região da cabeça e pescoço.</li>
</ul>
<p>Há estudos que indicam que a maior quantidade de TSH indica que o nódulo pode ser maligno, no entanto muitas pessoas diagnosticadas com câncer de tireoide nunca apresentaram alterações nos exames de sangue, nem na biópsia, descobrindo apenas depois da análise feita depois de retirar o nódulo.</p>
<p>Quando o indivíduo apresenta apenas 1 nódulo com até 1 cm de diâmetro, desde que não seja maligno, o médico poderá não indicar nenhum tipo de tratamento, indicando apenas a realização de uma ultrassonografia da tireoide e exames de sangue anuais.</p>
<h4>TIPOS DE NÓDULO DA TIREOIDE</h4>
<p>Ao identificar um nódulo na tireoide deve-se avaliar a sua classificação através da ultrassonografia com Doppler para determinar se este é benigno, maligno e que medidas terapêuticas adotar. A classificação pode ser feita:</p>
<div class="table-responsive">
<table border="1" cellspacing="1" cellpadding="1">
<tbody>
<tr>
<td><strong>De acordo com Lagalla e cols</strong></td>
<td><strong>De acordo com Chammas e cols</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tipo I:</strong> Ausência de vascularização</td>
<td><strong>Padrão I</strong>: Ausência de vascularização</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tipo II:</strong> Vascularização perinodular</td>
<td><strong>Padrão II:</strong> Apenas vascularização periférica</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tipo III:</strong> Vascularização peri e intranodular</td>
<td><strong>Padrão III</strong>: Vascularização periférica maior ou igual à central</td>
</tr>
<tr>
<td>—</td>
<td><strong>Padrão IV:</strong> Vascularização central maior que a periférica</td>
</tr>
<tr>
<td>—</td>
<td><strong>Padrão V: </strong>Apenas vascularização central</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O endocrinologista também pode classificar o nódulo tireoidiano como sendo:</p>
<ul>
<li><strong>Hipoecogênico:</strong> massa menos densa que o osso e que, por isso, o nódulo pode estar preenchida por líquido ou ar;</li>
<li><strong>Isoecogênico:</strong> massa sólida com mesma densidade que o osso e que, normalmente, tem forma circular;</li>
<li><strong>Hiperecogênico:</strong> massa com maior densidade que o osso, podendo indicar um nódulo tireoidiano com calcificação.</li>
</ul>
<p>Os nódulos com vascularização central tem maiores chances de serem tumores malignos.</p>
<h4>COMO TRATAR O NÓDULO DA TIREOIDE</h4>
<p>O tratamento apenas é utilizado quando a pessoa apresenta sintomas, quando existe risco de câncer na tireoide ou quando o nódulo tem mais de 1 cm. Os tratamentos mais utilizados incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Cirurgia</strong>: é utilizada especialmente para nódulos com mais de 3 cm e nos casos de nódulo maligno para retirar todas as células de câncer, mas também pode ser usado para tratar nódulos benignos quando provocam dificuldade para respirar ou engolir, por serem muito grandes. Saiba tudo sobre a cirurgia para retirado do nódulo da tireoide.</li>
<li><strong>Remédios com Levotiroxina</strong>, como Synthroid ou Levoid: evita a produção de TSH, o hormônio que provoca crescimento do tecido tireoidiano, sendo muito utilizado nos casos de nódulo benigno que está aumentando de tamanho.</li>
</ul>
<p>Após o tratamento com cirurgia, pode ser necessário fazer reposição hormonal assim como fazer consultas regulares, pelo menos 2 vezes por ano, no endocrinologista ou cirurgião de cabeça e pescoço.</p>
<p>Veja como prevenir e tratar problemas da tireoide no vídeo a seguir:</p>
<div class="youtube-video"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NdnswWIep7Q" width="100%" height="400" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<h4>QUAIS SÃO AS CAUSAS DO NÓDULO NA TIREOIDE</h4>
<p>As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que as mulheres são as mais afetadas e que as que possuem outras pessoas na família com nódulo tireoidiano tem mais chances de desenvolver nódulos como este.</p>
<h4>COMO O NÓDULO NA TIREOIDE AFETA A GRAVIDEZ</h4>
<p>A mulher que tem um nódulo nesta glândula não tem mais dificuldade para engravidar que as outras. No entanto, a presença de um nódulo na tireoide durante a gravidez pode provocar alterações na produção de hormônios e, caso isso aconteça, a gestante deve tomar remédios que ajudam a regular o funcionamento da tireoide, prevenindo que o bebê nasça com atraso de desenvolvimento físico ou mental, por exemplo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ultrassom morfológico: entenda esse exame na gravidez</title>
		<link>https://ecosaudedf.com.br/ultrassom-morfologico-entenda-esse-exame-na-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webbase]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Nov 2019 20:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ecosaudedf.com.br/?p=2417</guid>

					<description><![CDATA[Muito importante no pré-natal, esse tipo de ultrassom ajuda a detectar malformações do feto e síndromes. Mas, como nem tudo é perfeito, ele também faz soar alarmes falsos. Saiba o que esperar A chegada de Luigi, hoje com 6 meses, trouxe não só alegria, como alívio à mãe, a paulistana Giovanna Mingrone, 31 anos. Durante a gravidez, o primeiro ultrassom morfológico apontou que seu filho poderia ter síndrome de Down. A medida da translucência nucal do bebê, um parâmetro que indica um risco maior para síndromes genéticas, estava no limite da normalidade. “Meu marido e eu ficamos apreensivos. Como seria a vida que poderíamos oferecer ao bebê? Seríamos capazes de dar atenção especial? Embora fosse minha segunda gravidez, me sentia como mãe de primeira viagem”, diz. O alívio veio com o nascimento de Luigi sem nenhuma síndrome. Mas o susto gerou reflexos. Giovanna atribui a ele a depressão pós-parto que teve – ela faz terapia até hoje. “Fiquei muitos dias só pensando naquele diagnóstico, naquela possibilidade.” Ela não foi a primeira e nem será a última gestante cujo ultrassom morfológico revelará algum dado distorcido. O exame, que é empregado para detectar possíveis alterações congênitas, como a malformação do cérebro e hidrocefalia (acúmulo de líquido na cavidade craniana), além de problemas genéticos e cromossômicos, como a síndrome de Down, está longe de ser 100% preciso. É importante tentar manter a calma ao receber o resultado – porque pode mesmo não ser nada. O ideal é sempre fazer o ultrassom acompanhada e ligar para o obstetra em caso de dúvidas. Realizado no primeiro trimestre, entre a 11ª e a 14ª semana, e no segundo, entre a 18ª e a 24ª, esse exame avalia diversas estruturas – daí o nome morfológico. No primeiro, tem índice de acerto de cerca de 70%. No segundo, quando o feto já está bem desenvolvido, com os contornos mais definidos, a confiabilidade chega a 90%, conforme o Colégio Brasileiro de Radiologia. É por isso que, no início da gestação, o especialista pode fazer uma leitura equivocada do sexo do bebê, como aconteceu com a funcionária pública Aline Bergamo, 31 anos, mãe de Maria Clara, 5, de Santos (SP). Ao fazer seu primeiro morfológico, ela foi informada de que daria à luz um menino. “Só mais tarde, no sexto mês, eu soube que seria uma menina. Na época, o enxoval predominantemente verde já estava pronto e achei prudente pintar o quarto só depois do parto”, diverte-se Aline. Como o ultrassom comum, o morfológico não utiliza radiação para formar a imagem projetada no monitor. Por via vaginal ou transabdominal, o aparelho emite ondas sonoras em alta frequência que chegam ao interior do útero. Os sons ecoados são convertidos em imagens, que mostram os contornos da região selecionada. O procedimento costuma ser realizado em meia hora e as imagens podem ser copiadas em DVD, o que faz sucesso entre as famílias. É um exame confiável, mas sujeito a problemas de interpretação. “Além das próprias limitações técnicas inerentes a qualquer exame, muitos equipamentos podem estar desregulados, o que requer atenção das autoridades de saúde. Sem contar que os profissionais que operam os aparelhos nem sempre são capacitados adequadamente”, aponta a ginecologista e obstetra Maria Helena Bastos, da Fundação Oswaldo Cruz (RJ). “Como consequência, o risco aumentado para possíveis problemas pode ser interpretado como diagnóstico fechado, trazendo muito transtorno para as grávidas e seus familiares”, conclui. A médica, que participa de um levantamento sobre partos no Brasil, financiado pelo Ministério da Saúde, alerta que, ao sugerir alterações que não existem ou que não são realmente graves, o exame, muitas vezes, leva à antecipação de cesarianas quando o bebê tem tudo para nascer de parto normal, na hora certa. E o nascimento prematuro, esse, sim, pode representar perigo para a saúde – no Brasil, nascem por ano 330 mil crianças antes do tempo. Um exemplo de precipitação, segundo Maria Helena, é quando o médico detecta a chamada circular de cordão umbilical. Embora seja assustadora a ideia de o pescoço da criança estar enrolado, isso não representa risco real. “O cordão é elástico, envolto por uma geleia, incapaz de estrangular”, garante ela. Conduta profissional Apesar de todo o avanço tecnológico – e da vontade de ser mãe – nem toda gestação evolui da maneira esperada. Sempre existe a possibilidade de haver intercorrências e até perdas. De acordo com o Código de Ética Médica, esses imprevistos devem ser comunicados ao obstetra e não à gestante. Na prática, não é o que acontece. “O ultrassonografista não deveria mostrar e explicar cada detalhe à grávida e ao seu acompanhante – que é sempre bem-vindo. Mas, na maioria das vezes, acaba fazendo isso”, diz o médico Renato Ximenes, membro da Comissão Nacional de Qualidade em Ultrassonografia do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). De acordo com ele, a maioria dos médicos tem a conduta de contar à paciente o que acontece e orientá-la a procurar seu médico o quanto antes. “Mas é preciso também que ele avise o obstetra”, recomenda. Risco relativo A especialista em medicina fetal Denise Pedreira, do Hospital Samaritano (SP), acrescenta que a sensibilidade do morfológico para flagrar anomalias depende também de outros fatores, como tipo do aparelho, idade gestacional, peso da gestante, quantidade de líquido amniótico, posição e número de fetos. “Precisa ficar claro que o morfológico só serve como alerta de risco, mas não como confirmação. Por isso, não se pode acusar um erro no exame quando outros subsequentes não confirmarem o achado inicial”, ressalta Denise. E ela brinca: “Se há erro, é o de assustar a grávida”. Foi o que aconteceu com Jéssica Appolinário Franco, 27 anos, em maio passado, quando deu à luz Pietro. Uma alteração cromossômica detectada durante o ultrassom morfológico não se confirmou. “Vivi tempos difíceis a partir da notícia de que meu bebê tinha síndrome de Down. Foram muitas orações em família e pesquisas frequentes para me preparar para cuidar de uma criança tão especial”, lembra ela. “Apesar de o obstetra sempre enfatizar que o melhor seria esperar pelo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito importante no pré-natal, esse tipo de ultrassom ajuda a detectar malformações do feto e síndromes. Mas, como nem tudo é perfeito, ele também faz soar alarmes falsos. Saiba o que esperar<span id="more-10131"></span></p>
<p>A chegada de Luigi, hoje com 6 meses, trouxe não só alegria, como alívio à mãe, a paulistana Giovanna Mingrone, 31 anos. Durante a gravidez, o primeiro ultrassom morfológico apontou que seu filho poderia ter síndrome de Down. A medida da translucência nucal do bebê, um parâmetro que indica um risco maior para síndromes genéticas, estava no limite da normalidade. “Meu marido e eu ficamos apreensivos. Como seria a vida que poderíamos oferecer ao bebê? Seríamos capazes de dar atenção especial? Embora fosse minha segunda gravidez, me sentia como mãe de primeira viagem”, diz. O alívio veio com o nascimento de Luigi sem nenhuma síndrome. Mas o susto gerou reflexos. Giovanna atribui a ele a depressão pós-parto que teve – ela faz terapia até hoje. “Fiquei muitos dias só pensando naquele diagnóstico, naquela possibilidade.”</p>
<p>Ela não foi a primeira e nem será a última gestante cujo ultrassom morfológico revelará algum dado distorcido. O exame, que é empregado para detectar possíveis alterações congênitas, como a malformação do cérebro e hidrocefalia (acúmulo de líquido na cavidade craniana), além de problemas genéticos e cromossômicos, como a síndrome de Down, está longe de ser 100% preciso. É importante tentar manter a calma ao receber o resultado – porque pode mesmo não ser nada. O ideal é sempre fazer o ultrassom acompanhada e ligar para o obstetra em caso de dúvidas.</p>
<p>Realizado no primeiro trimestre, entre a 11ª e a 14ª semana, e no segundo, entre a 18ª e a 24ª, esse exame avalia diversas estruturas – daí o nome morfológico. No primeiro, tem índice de acerto de cerca de 70%. No segundo, quando o feto já está bem desenvolvido, com os contornos mais definidos, a confiabilidade chega a 90%, conforme o Colégio Brasileiro de Radiologia.</p>
<p>É por isso que, no início da gestação, o especialista pode fazer uma leitura equivocada do sexo do bebê, como aconteceu com a funcionária pública Aline Bergamo, 31 anos, mãe de Maria Clara, 5, de Santos (SP). Ao fazer seu primeiro morfológico, ela foi informada de que daria à luz um menino. “Só mais tarde, no sexto mês, eu soube que seria uma menina. Na época, o enxoval predominantemente verde já estava pronto e achei prudente pintar o quarto só depois do parto”, diverte-se Aline.</p>
<p>Como o ultrassom comum, o morfológico não utiliza radiação para formar a imagem projetada no monitor. Por via vaginal ou transabdominal, o aparelho emite ondas sonoras em alta frequência que chegam ao interior do útero. Os sons ecoados são convertidos em imagens, que mostram os contornos da região selecionada. O procedimento costuma ser realizado em meia hora e as imagens podem ser copiadas em DVD, o que faz sucesso entre as famílias. É um exame confiável, mas sujeito a problemas de interpretação.</p>
<p>“Além das próprias limitações técnicas inerentes a qualquer exame, muitos equipamentos podem estar desregulados, o que requer atenção das autoridades de saúde. Sem contar que os profissionais que operam os aparelhos nem sempre são capacitados adequadamente”, aponta a ginecologista e obstetra Maria Helena Bastos, da Fundação Oswaldo Cruz (RJ). “Como consequência, o risco aumentado para possíveis problemas pode ser interpretado como diagnóstico fechado, trazendo muito transtorno para as grávidas e seus familiares”, conclui.</p>
<p>A médica, que participa de um levantamento sobre partos no Brasil, financiado pelo Ministério da Saúde, alerta que, ao sugerir alterações que não existem ou que não são realmente graves, o exame, muitas vezes, leva à antecipação de cesarianas quando o bebê tem tudo para nascer de parto normal, na hora certa. E o nascimento prematuro, esse, sim, pode representar perigo para a saúde – no Brasil, nascem por ano 330 mil crianças antes do tempo. Um exemplo de precipitação, segundo Maria Helena, é quando o médico detecta a chamada circular de cordão umbilical. Embora seja assustadora a ideia de o pescoço da criança estar enrolado, isso não representa risco real. “O cordão é elástico, envolto por uma geleia, incapaz de estrangular”, garante ela.</p>
<p><strong>Conduta profissional</strong><br />
Apesar de todo o avanço tecnológico – e da vontade de ser mãe – nem toda gestação evolui da maneira esperada. Sempre existe a possibilidade de haver intercorrências e até perdas. De acordo com o Código de Ética Médica, esses imprevistos devem ser comunicados ao obstetra e não à gestante. Na prática, não é o que acontece. “O ultrassonografista não deveria mostrar e explicar cada detalhe à grávida e ao seu acompanhante – que é sempre bem-vindo. Mas, na maioria das vezes, acaba fazendo isso”, diz o médico Renato Ximenes, membro da Comissão Nacional de Qualidade em Ultrassonografia do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). De acordo com ele, a maioria dos médicos tem a conduta de contar à paciente o que acontece e orientá-la a procurar seu médico o quanto antes. “Mas é preciso também que ele avise o obstetra”, recomenda.</p>
<p><strong>Risco relativo</strong><br />
A especialista em medicina fetal Denise Pedreira, do Hospital Samaritano (SP), acrescenta que a sensibilidade do morfológico para flagrar anomalias depende também de outros fatores, como tipo do aparelho, idade gestacional, peso da gestante, quantidade de líquido amniótico, posição e número de fetos. “Precisa ficar claro que o morfológico só serve como alerta de risco, mas não como confirmação. Por isso, não se pode acusar um erro no exame quando outros subsequentes não confirmarem o achado inicial”, ressalta Denise. E ela brinca: “Se há erro, é o de assustar a grávida”.</p>
<p>Foi o que aconteceu com Jéssica Appolinário Franco, 27 anos, em maio passado, quando deu à luz Pietro. Uma alteração cromossômica detectada durante o ultrassom morfológico não se confirmou. “Vivi tempos difíceis a partir da notícia de que meu bebê tinha síndrome de Down. Foram muitas orações em família e pesquisas frequentes para me preparar para cuidar de uma criança tão especial”, lembra ela. “Apesar de o obstetra sempre enfatizar que o melhor seria esperar pelo nascimento do Pietro, jamais desconfiei de que tais informações pudessem estar equivocadas. Afinal, eu tinha feito os exames em uma clínica de referência”, acrescenta.</p>
<p>No primeiro morfológico, a translucência nucal (TN) é o principal indicador para o risco de alterações, malformações ou síndromes, como a de Down, mas tem cerca de 5% de probabilidade de apresentar um resultado falso positivo. Esse parâmetro mede o acúmulo de líquido na nuca, comum a todos os fetos entre a 11ª e a 14ª semana de gestação. Se a medida estiver além do esperado, maior é o risco de a criança apresentar não só os problemas já mencionados como infecções congênitas.</p>
<p>O risco é calculado de maneira individualizada, levando em conta não só a TN como a idade materna, a idade gestacional e o histórico familiar, entre outros fatores. Mas o exame não fornece informações quanto à constituição genética do feto. A confirmação para a suspeita de Down na gestação, por exemplo, só é feita com a análise das células fetais em exames mais invasivos, chamados biópsia de vilo corial (BVC) e amniocentese. Esses procedimentos, porém, oferecem risco de morte para o bebê: em torno de 1% na amniocentese clássica e de 2% na BVC. Por isso, vale discutir com o especialista sobre a necessidade real de se submeter a esses procedimentos.</p>
<p><strong>Mais precisão</strong><br />
No momento do segundo morfológico, os órgãos do bebê estão mais bem definidos, o que aumenta a precisão do diagnóstico de malformações da coluna vertebral, mãos, pés, face, diafragma e coração. O procedimento também consegue avaliar melhor outras estruturas, como calota craniana, cérebro, tórax, estômago e rins, além dos membros e da genitália, só para citar alguns.</p>
<p>Quando a probabilidade de anomalias congênitas é mais alta, o médico geralmente solicita exames detalhados das estruturas anatômicas do feto, incluindo todos os ossos longos e o sistema cardiovascular. Se o ultrassom acusar problemas no coração, é indicada uma reavaliação por meio de um teste de imagem chamado ecocardiografia fetal, realizado por cardiologista pediátrico, que deverá passar a monitorar a gestação ou até mesmo transferir a grávida para centros referenciados de atenção, para acompanhamento.</p>
<p>“O mais importante, em momentos como esses, em que o inesperado pode acontecer, é a mulher se sentir acolhida, encorajada a enfrentar as intercorrências e até mesmo a vencer o medo e o trauma, em caso de possíveis perdas”, diz a psicóloga Maria de Fátima Rezende, do serviço de psicologia obstétrica da Unifesp. E ela conclui: “O fundamental é dar suporte para que a gestante não perca, de jeito nenhum, as esperanças.”</p>
<p><strong>Solução dentro do útero</strong><br />
A pedagoga Oladiane Werner, 33 anos, mãe de Igor, 5 meses, e a bióloga Lidiane Ubaldino, 35, mãe de Joaquim, 2 meses, vivenciaram um drama em comum. Para elas, o ultrassom morfológico trouxe mais do que um susto: a pista de que havia uma malformação grave nos bebês, que acabou sendo confirmada por outros exames. Eles tinham meningomielocele ou espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal ao líquido amniótico, devido a uma falha na formação dos ossos e estruturas que deveriam cobri-la. Como ocorrem danos aos nervos, as sequelas são graves, incluindo paralisia e hidrocefalia.</p>
<p>A boa notícia é que essas consequências podem ser evitadas com um procedimento cirúrgico até a 27ª semana de gestação, que fecha a abertura. Oladiane e Lidiane encararam cirurgias bem-sucedidas, que corrigiram o problema em seus bebês e eles provavelmente não terão sequelas graves.</p>
<p>Cada vez mais avançada, a medicina fetal permite intervenções cirúrgicas ainda dentro do útero materno, aumentando as chances de uma vida saudável. “Hoje podemos contar com a cirurgia endoscópica para corrigir algumas malformações”, explica Denise Pedreira, do Hospital Samaritano (SP), que operou os fetos de Oladiane e Lidiane com uma técnica que ela própria desenvolveu. Trata-se da inserção de uma película protetora na medula, com auxílio de instrumentos cirúrgicos, por meio de pequenos furos na barriga da mãe.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
